segunda-feira, 7 de maio de 2012

Cotas raciais = Segregação

A vereadora Olívia Santana, deve se livrar das amaras do passado e ser uma agente de transformação que nossa cidade precisa. A busca pela igualdade de oportunidades não deve passar pela segregação. Isso é um retrocesso. O titulo do último artigo da vereadora publicado neste mesmo jornal, “DEM X negros no STF: vitória do Brasil”, deixa claro seu pensamento segregador e retrógrado. Não existe partido político de branco ou negros. Só no desejo dos segregacionistas. 

Ser contra as cotas raciais não significa dizer que não existe racismo no Brasil. O racismo existe sim. Negar isso seria uma fuga da realidade. Eu sonho com o dia que irei me deitar sem ter que recordar do preconceito sofrido ao longo do dia. Mas esse sonho não irá se realizar pela segregação. Muito pelo contrário. Ficará ainda mais distante. 

A vereadora cita Martin Luther King em seu texto, mas o mesmo foge completamente dos pensamentos de um dos mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros dos Estados Unidos. Foram pensamentos segregacionistas, que culminou em seu assassinato. Em seu famoso discurso Eu tenho um sonho, Martin Luther King deixa claro seu pensamento. “Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele”. Cotas raciais faz justamente este julgamento. 

Sou a favor das cotas para os pobres, independente da cor. Por isso, sou a favor das cotas sociais, tendo como corte alunos oriundos de escolas públicas e a renda familiar. Assim atenderíamos a população negra, mas não excluiríamos a população de pele clara. Na realidade, o que falta no Brasil é um projeto de educação. No período de implementação, existiria a cota social. Mas, a cota social iria se diluindo a medida que esse processo avançasse.

Conhecemos a história da construção do Brasil, mas a mudança que almejamos não será construída através da segregação. Se isso continuar, os nossos filhos, netos e bisnetos necessitarão de cotas. É necessário enfrentarmos os fardos do passado, sem que nos tornemos vitimas dele. 

Bruno Alves 
Presidente da Juventude Democratas Bahia

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