quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Oposição pede à PGR que investigue ministro das Cidades

O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, mal tomou posse na pasta e já tem muito a explicar ao país. Democratas e PSDB entraram nessa quarta-feira (15) com representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo abertura de investigação contra o ex-líder do PP na Câmara para averiguar se houve prática de improbidade administrativa. 

No documento, os líderes Demóstenes Torres (GO) e Álvaro Dias (PR) pedem que se investiguem especialmente duas denúncias: a de que o ministro seria dono de emissoras de rádio na Paraíba; e sua suposta sociedade com duas construtoras do estado. Se confirmadas as acusações, a oposição lembra que tais informações foram omitidas pelo ministro à Justiça Eleitoral em 2010, ano em que concorreu ao cargo de deputado federal. 

Segundo matéria publicada pelo jornal Folha de S. Paulo no dia 5 de fevereiro, Aguinaldo Ribeiro é dono de duas emissoras de rádio no interior da Paraíba registradas em nome de seu ex-contador e de um assessor pessoal. “É óbvio que agindo assim o ministro atentou contra os princípios da honestidade e da lealdade que norteiam a administração pública, o que, nos termos do referido art. 11 da Lei nº 8.429, constitui ato de improbidade administrativa”, diz a representação assinada pelos líderes Demóstenes Torres (GO) e Álvaro Dias (PR).

Aguinaldo Ribeiro já responde a processos pela prática de improbidade administrativa durante sua gestão na Secretaria de Agricultura da Paraíba, entre 1998 e 2002. Além disso, o ministro é acusado de favorecer familiares ao destinar R$ 780 mil em emendas parlamentares ao município de Campina Grande, prefeitura a que sua irmã Daniella Ribeiro concorrerá este ano.

A oposição também acredita que Aguinaldo omitiu o fato de ser dono de empresas imobiliárias que negociam imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida, cuja execução está diretamente ligada ao Ministério das Cidades. “A conduta do senhor Ministro das Cidades traduz-se em manifesta ofensa ao dever de probidade que deveria conduzir sua atuação como agente público”, diz a representação.
DEM

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