O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, mal tomou posse na pasta e
já tem muito a explicar ao país. Democratas e PSDB entraram nessa
quarta-feira (15) com representação na Procuradoria-Geral da República
(PGR) pedindo abertura de investigação contra o ex-líder do PP na Câmara
para averiguar se houve prática de improbidade administrativa.
No
documento, os líderes Demóstenes Torres (GO) e Álvaro Dias (PR) pedem
que se investiguem especialmente duas denúncias: a de que o ministro
seria dono de emissoras de rádio na Paraíba; e sua suposta sociedade com
duas construtoras do estado. Se confirmadas as acusações, a oposição
lembra que tais informações foram omitidas pelo ministro à Justiça
Eleitoral em 2010, ano em que concorreu ao cargo de deputado federal.
Segundo
matéria publicada pelo jornal Folha de S. Paulo no dia 5 de fevereiro,
Aguinaldo Ribeiro é dono de duas emissoras de rádio no interior da
Paraíba registradas em nome de seu ex-contador e de um assessor pessoal.
“É óbvio que agindo assim o ministro atentou contra os princípios da
honestidade e da lealdade que norteiam a administração pública, o que,
nos termos do referido art. 11 da Lei nº 8.429, constitui ato de
improbidade administrativa”, diz a representação assinada pelos líderes
Demóstenes Torres (GO) e Álvaro Dias (PR).
A
oposição também acredita que Aguinaldo omitiu o fato de ser dono de
empresas imobiliárias que negociam imóveis do programa Minha Casa, Minha
Vida, cuja execução está diretamente ligada ao Ministério das Cidades.
“A conduta do senhor Ministro das Cidades traduz-se em manifesta ofensa
ao dever de probidade que deveria conduzir sua atuação como agente
público”, diz a representação.
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