Por: Vinícius Ferraz de A. Simões
Se
antes os baianos reclamavam da austeridade de Antônio Carlos Magalhães, todos
esses devem reclamar da negligência do Governo da Bahia. Restringir-me-ei à
parte política da situação, pois só esta compete a mim, como colunista,
comentar.
Jaques Wagner parece se esquecer de
um passado – não muito distante – com negociações e até mesmo APOIO aos
grevistas, chegando a bancar greves enquanto era de oposição. Ora, o Governador
se esqueceu da compatibilidade ideológica que fazia parte do seu perfil
político? O menos viável, como administrador de um Estado, é não negociar,
bater e avançar contra os interesses de uma classe que zela irrestritamente
para garantia dos direitos do cidadão. Veja nas ruas a calamidade, o medo. A
população não ganha nada com esse conflito entre governo e grevista, pelo
contrário, só tem a perder. Carregará o prejuízo para esse ano, e, por sinal,
essa greve já macula a história da Bahia.
É nessa situação que nos
encontramos: uma sociedade se desmoronando e o governador com conflitos
IDEOLÓGICOS contra os grevistas, e, pior, são nesses momentos, em que há uma
necessidade para manter a força vital de paz com medidas consubstanciadas, para
atingirmos a manifestação desse cessar de hostilidades (leia-se, mortes),
todavia não é isso que lemos como notícias.
Com tudo isso e apresentando mais
uma vez a necessidade do revezamento de poder - direito este que a democracia
nos concede – fica provado (pelo menos para mim) que medidas paliativas não
combaterão, pouco menos, atenuarão a violência que mesmo consuetudinária fica
mais evidente nesses períodos de crise, sem contar que governos
antidemocráticos mantêm essa mesma postura de não negociar quando o mais
sensato seria deixar as ambições de lado a bem do povo, de quem deveria ser o
objetivo precípuo de proteção estatal: o cidadão!
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