segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A GREVE DA PM


Por: Vinícius Ferraz de A. Simões


Se antes os baianos reclamavam da austeridade de Antônio Carlos Magalhães, todos esses devem reclamar da negligência do Governo da Bahia. Restringir-me-ei à parte política da situação, pois só esta compete a mim, como colunista, comentar.
            
Jaques Wagner parece se esquecer de um passado – não muito distante – com negociações e até mesmo APOIO aos grevistas, chegando a bancar greves enquanto era de oposição. Ora, o Governador se esqueceu da compatibilidade ideológica que fazia parte do seu perfil político? O menos viável, como administrador de um Estado, é não negociar, bater e avançar contra os interesses de uma classe que zela irrestritamente para garantia dos direitos do cidadão. Veja nas ruas a calamidade, o medo. A população não ganha nada com esse conflito entre governo e grevista, pelo contrário, só tem a perder. Carregará o prejuízo para esse ano, e, por sinal, essa greve já macula a história da Bahia.
            
Enquanto o Governador não se conscientizar de que sem Polícia Militar nas ruas o cidadão ficará menoscabado, não só por meio das perdas de bens materiais, mas de não conseguir a garantia do direito de ir e vir, já que a instabilidade se instala como um caos que parece não ter fim. É nessa situação de menospreçamento que o baiano percebe a capacidade de governar do seu gestor, inclusive parece-me que este... Não tem capacidade para gerir um Estado deste porte.
            
É nessa situação que nos encontramos: uma sociedade se desmoronando e o governador com conflitos IDEOLÓGICOS contra os grevistas, e, pior, são nesses momentos, em que há uma necessidade para manter a força vital de paz com medidas consubstanciadas, para atingirmos a manifestação desse cessar de hostilidades (leia-se, mortes), todavia não é isso que lemos como notícias.
            
Com tudo isso e apresentando mais uma vez a necessidade do revezamento de poder - direito este que a democracia nos concede – fica provado (pelo menos para mim) que medidas paliativas não combaterão, pouco menos, atenuarão a violência que mesmo consuetudinária fica mais evidente nesses períodos de crise, sem contar que governos antidemocráticos mantêm essa mesma postura de não negociar quando o mais sensato seria deixar as ambições de lado a bem do povo, de quem deveria ser o objetivo precípuo de proteção estatal: o cidadão!

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