Sr. presidente, como todos os parlamentares, ou pelo menos da grande maioria que usou a palavra, oriundos do estado da Bahia, quero fazer referência à situação de pânico que vive o nosso estado, uma situação temerária diante da greve deflagrada pelos policiais militares.
Essa greve tem dois aspectos que precisamos considerar.
O primeiro é o prejuízo que isso traz à Bahia. A economia baiana já teve um prejuízo de 400 milhões de reais, as escolas particulares e públicas estão fechadas, o comércio está com um comprometimento enorme neste início de ano, com lojas fechadas, o aumento da criminalidade é evidente.
Nesses últimos 8 dias mais de 100 homicídios foram praticados no nosso Estado. Regiões como a região metropolitana, municípios como Feira de Santana e Conquista têm uma situação de violência crescente.
Por outro lado, o governador Jaques Wagner tem endurecido o discurso. Eu não entendo, Sr. presidente, como se pode debelar uma greve de tamanha magnitude, de tamanha gravidade, endurecendo de parte a parte. Que o governador apure depois os atos de vandalismo. Se foram praticados pelos que estão hoje no movimento paredista é uma outra situação. Nós defendemos a legalidade.
Agora, neste momento, endurece em vez de dar solução à sociedade e à família baiana, que esperam uma solução urgente diante do estado de intranquilidade em que se encontra. Endurecer o discurso, dizendo que vai punir, prender só atrapalha só aumenta o sentimento de insegurança e aprofunda o movimento paredista.
Eu tenho dúvidas inclusive se conseguiremos um bom tento com radicalismo que foi imposto. Eu esperava e espero que o comando da Polícia Militar, na pessoa do coronel Castro, competente, homem do diálogo, democrático, possa abrir à negociação. Eu esperava que o próprio movimento paredista tivesse feito essa negociação direta com o comando já que o coronel Castro teria condições de levar as reivindicações justas.
Nós temos receio de que o que acontece hoje na Bahia possa acontecer também em outros estados da Federação, comprometendo enormemente, de forma irreversível, a segurança pública no país como um todo.
Nós temos que pontuar, como agenda política, a segurança e fazer da política de segurança pública uma agenda positiva nesta casa

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