Sem vergonha de ser de direita, ou melhor liberal, já que a palavra
usada para definir os adeptos da economia livre e contrários aos ideais
da esquerda é considerada por muitos quase um xingamento. Mas não para
os integrantes da Confraria dos Porcos Capitalistas, nome irônico
escolhido para denominar defensores da mais valia, do lucro e das
privatizações – termos que arrepiam a esquerda – muitos deles ligados à
Juventude dos Democratas, ao Libertários (Liber), partido recém-criado
oficialmente, e ao Conservadores (CONS), agremiação ainda não registrada
na Justiça Eleitoral.
A idéia da confraria foi do presidente da Juventude dos Democratas, João Victor Guedes, 26 anos, economista, também tesoureiro desde 2010 da Federação Internacional de Juventudes Liberais (IFLRY), fundada na Inglaterra em 1947, uma organização guarda-chuva das juventudes liberais com representação em cerca de 70 países. Segundo Victor Guedes, um dos objetivos desses encontros é criar uma cultura liberal entre os jovens (pessoas com menos de 33 anos) para evitar fatos como o de 2010 quando, de acordo com ele, os tucanos recuaram na defesa das privatizações com receio de perder votos na disputa presidencial.
A idéia da confraria foi do presidente da Juventude dos Democratas, João Victor Guedes, 26 anos, economista, também tesoureiro desde 2010 da Federação Internacional de Juventudes Liberais (IFLRY), fundada na Inglaterra em 1947, uma organização guarda-chuva das juventudes liberais com representação em cerca de 70 países. Segundo Victor Guedes, um dos objetivos desses encontros é criar uma cultura liberal entre os jovens (pessoas com menos de 33 anos) para evitar fatos como o de 2010 quando, de acordo com ele, os tucanos recuaram na defesa das privatizações com receio de perder votos na disputa presidencial.
“Somos totalmente a
favor das privatizações e não podemos ter vergonha de assumir essa
posição”, defende Victor. Envolvido com política desde os 13 anos, o
idealizador da confraria nega qualquer pretensão eleitoral. Segundo ele,
o partido pretende lançar cerca de 100 jovens para vereador, mas
destaca que essa não é a principal motivação da Juventude Democrata.
“Nosso papel é de formação.”
Sem receio de assumir seu posicionamento ideológico, Luciana Lopes, 26
anos, formada em administração pública e direito, disse que atualmente
ser liberal é remar contra a corrente e contra, segundo ela, o
preconceito. “Acham que você é imoral, não gosta de índio, de negro, de
pobre, é egoísta, malvada, contra a sociedade e come criancinha”,
ironiza Luciana, funcionária concursada da Assembleia Legislativa e
integrante do Liber, partido que, entre outras coisas, defende o direito
à propriedade, a redução de impostos, a retirada do estado da prestação
de serviços como saúde e educação. Entre os conservadores admirados por
Luciana está o filósofo conservador Olavo de Carvalho, considerado um
ícone da direita brasileira. Integrante do Conservadores, o analista de
sistemas e estudante de direito, Marcelo Mota, 32 anos, também faz parte
da confraria. Otimista, ele aposta que as novas gerações vão dar uma
guinada para o conservadorismo e o discurso liberal. “Nós aceitamos o
mundo como ele é. No máximo tentamos aperfeiçoar o que é possível”. Saiba mais
A expressão é uma referência ao livro do escritor inglês George Orwell, A Revolução dos Bichos (foto), considerado um libelo contra a Revolução Russa. No livro, os bichos de uma fazenda, liderados por um porco, tomam o poder dos homens com a intenção de implantar um regime onde todos são iguais, trabalham pelo bem comum e não há escravidão. Aos poucos, no entanto, o regime vai sendo deturpado e os porcos passam a agir como os homens, explorando os mais fracos e se tornando uma casta privilegiada dentro da fazenda. No fim, não há mais como distinguir quem são os porcos nem quem são os homens.
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